sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

LUZES DO MUNDO - NIKOLA TESLA






Nikola Tesla simboliza uma força unificadora e inspiração para todas as nações em nome da paz e da ciência.  Ele era um verdadeiro visionário muito à frente de seus contemporâneos no campo do desenvolvimento científico.   


Se não fosse por Nikola Tesla, possivelmente você não estaria lendo este texto agora na tela do computador e, ainda mais, nenhum equipamento eletroeletrônico existiria.
Entre suas contribuições para o avanço do mundo moderno estão o desenvolvimento do rádio, demonstrando a transmissão sem fios em 1894, robótica, controle remoto, radar, ciência computacional, balística, física nuclear e física teórica.

Tesla é muitas vezes descrito como um importante cientista e inventor da idade moderna, um homem que "espalhou luz sobre a face da Terra". É mais conhecido pela suas muitas contribuições revolucionárias no campo do electromagnetismo no fim do século XIX e início do século XX. As patentes de Tesla e o seu trabalho teórico formam as bases dos modernos sistemas de potência eléctrica em corrente alterna (AC), incluindo os sistemas polifásicos de distribuição de energia e o motor AC, com os quais ajudou na introdução da Segunda Revolução Industrial.




Depois da sua demonstração de transmissão sem fios (rádio) em 1894 e após ser o vencedor da "Guerra das Correntes", tornou-se largamente respeitado como um dos maiores engenheiros electrotécnicos que trabalhavam nos EUA. Muitos dos seus primeiros trabalhos foram pioneiros na moderna engenharia electrotécnica e muitas das suas descobertas foram importantes a desbravar caminho para o futuro.

Durante este período, nos Estados Unidos, a fama de Tesla rivalizou com a de qualquer outro inventor ou cientista da história e cultura popular, mas devido à sua personalidade excêntrica e às suas afirmações aparentemente bizarras e inacreditáveis sobre possíveis desenvolvimentos científicos, Tesla caiu eventualmente no ostracismo e era visto como um cientista louco. Nunca tendo dado muita atenção às suas finanças, Tesla morreu empobrecido aos 86 anos.

Suas idéias no mundo foram tão revolucionárias que o Estado de Nova York e muitos outros estados nos EUA proclamaram 10 de julho, aniversário de Nikola Tesla, como o dia de Tesla. Sempre à frente de seu tempo, constituiu-se em um dos maiores visionários da ciência, o que torna injusta a “total escuridão” em que este homem terminou os seus dias. A placa de rua Nikola Tesla Corner" foi recentemente colocada na esquina da Rua 40 com a Avenida 6, em Manhattan. 

Há uma foto grande de Tesla na Estátua da Liberdade Museum. O Liberty Science Center, em Jersey City, New Jersey tem uma demonstração de ciência diária da bobina de Tesla, criando um milhão de volts de eletricidade diante dos olhos de espectadores.



Por cerca de 20 anos na virada do século, ele foi conhecido e respeitado nos círculos acadêmicos mundiais, correspondeu-se com físicos eminentes de sua época, incluindo-se Albert Einstein, foi citado e consultado em matéria de ciência elétrica, adotado pela alta sociedade de Nova Iorque, respaldado por gigantes das finanças e da indústria tais como J. P. Morgan, John Jacob Astor e George Westinghouse. Teve como amigos eminentes artistas, tais como Mark Twain e o pianista Ignace Paderewski. Contam-se às dúzias os seus graus honoríficos, prêmios (inclusive o Nobel) e outras citações.

Um dos mais incríveis cientistas da história humana. E um dos gênios mais subestimados da espécie. Assim pode ser definido Nikola Tesla. Seu maior objetivo sempre foi o fornecimento de energia gratuita, para toda humanidade. Talvez por isso mesmo, tenha morrido quase na miséria.


Nikola Tesla nasceu em 10 de julho de 1856, em uma pequena aldeia do Império Austríaco (atual Croácia). Ele morava nesta casa com os pais e tinha quatro irmãos. Seu pai era presbítero da Igreja Ortodoxa Sérvia.


Este grande gênio nasceu em 10 de julho de 1856 em Smiljan, Lika, na Croácia (embora fosse de ascendência servia), região que era parte, na época, do Império Austro-Húngaro. O pai, Milutin Tesla, sacerdote ortodoxo sérvio e a mãe, Djuka Mandic (poderíamos entendê-la como uma inventora) contribuíram de forma determinante nas escolhas futuras de Tesla.

Suas criações, especialmente no campo da comunicação, imiscuem-se até hoje na tecnologia do dia a dia, quase sempre sem o devido reconhecimento ao inventor.

Ele tinha uma extraordinária memória, que tornou-lhe fácil aprender seis idiomas. As habilidades mentais de Tesla requerem alguma menção, desde que, não somente ele tinha uma memória fotográfica, como também possuía a habilidade de usar uma visualização criativa com uma intensidade fantástica.



A família de Nikola Tesla se mudou para a cidade de Gospic em 1862. Logo ao entrar na escola, mostrou ter inteligência acima do comum. Ele resolvia contas mentalmente de uma forma tão impressionante que os professores achavam que estava colando. Tesla concluiu o ensino de quatro anos em apenas três.


Ele descreve em sua autobiografia, quão hábil ele era para visualizar um aparato em particular, testá-lo realmente, desmontá-lo e checá-lo, para que funcionasse na prática! 

Durante a fabricação de suas invenções, ele trabalhava com todos os planos e especificações em sua cabeça. O invento, após ser montado sem nenhuma modificação, funcionava perfeitamente. 

Tesla dormia apenas uma ou duas horas por dia, e trabalhava continuamente em suas invenções e teorias sem descanso e sem tirar férias. Podia avaliar as dimensões de um objeto ao centésimo de polegada, e realizar difíceis cálculos em sua cabeça, sem ajuda de régua de cálculo ou tábuas matemáticas. Muito longe de ser um intelectual em sua torre de marfim, ele tinha muita consciência do mundo à sua volta, fazia questão de tornar acessíveis as suas idéias ao público em geral, através de freqüentes artigos escritos para os jornais, e em seu próprio âmbito, através de palestras e artigos científicos.

Tesla estudou na Realschule, Karlstadt em 1873, o Instituto Politécnico em Graz, na Áustria e na Universidade de Praga quando ficou fascinado com eletricidade. A partir daí, iniciou sua carreira como engenheiro elétrico com uma companhia telefônica em Budapeste em 1881.


Fundou a sua própria companhia, a ‘Tesla Electric Light & Manufacturing’, na qual desenvolveu os princípios da Bobina de Tesla (foto). Algum tempo depois, ele convenceu o governo americano a usar corrente alternada para a transmissão de energia. O modelo havia sido patenteado por ele e era contrário aos interesses de Thomas Edison.

Mais tarde, Tesla recebeu e aceitou uma oferta para trabalhar para Thomas Edison, em Nova York. Seu sonho de infância era ir aos Estados Unidos para aproveitar o poder de Niagara Falls. Trouxe com ele vários modelos dos primeiros motores de indução, que depois de um breve e infeliz período trabalhando para Edison, foram mostrados a George Westinghouse. Foi nas oficinas de Westinghouse que o motor de indução foi aperfeiçoado. Numerosas patentes foram tiradas desta invenção inicial, todas sob o nome de Tesla.

Tesla começou a melhorar a linha de dínamos de Edison, enquanto trabalhava no laboratório em Nova Jersey. Foi aqui que a sua divergência de opinião com Edison sobre corrente contínua e corrente alternada começou. Apesar de muitas descobertas profícuas, as divergências entre Tesla e Edison, o fez, em 1912, recusar em dividir o Prêmio Nobel de Física entre os dois. Assim, o prêmio acabou sendo dado a outro pesquisador.

Nikola Tesla desenvolveu o modelo polifásico alternado que conhecemos atualmente, além de realizar 40 patentes básicas dos EUA sobre o sistema. Todas estas patentes foram compradas por George Westinghouse. Foi aí que a guerra das correntes tomou corpo maior. O grande conflito era Edison (com sua corrente contínua) versus Tesla-Westinghouse (corrente alternada). Estes acabaram vencendo a batalha por que a tecnologia da corrente alternada se mostrou superior.



Em fevereiro de 1882, Tesla descobriu o campo magnético rotativo, um princípio fundamental na física e na base de quase todos os dispositivos que usam corrente alternada.   Tesla brilhantemente tinha adaptado o princípio da rotação do campo magnético para a construção do motor de indução alternado atual e o sistema polifásico para a geração, transmissão, distribuição e utilização de energia elétrica.

Hoje a eletricidade é gerada a partir da conversão da energia mecânica por meio de suas invenções. Contudo, é consenso entre todos aqueles que conhecem a história de Tesla e as necessidades do mundo moderno que a sua maior conquista foi o sistema polifásico de corrente alternada, que é hoje a forma como todo o globo é iluminado.

Foi condecorado pelo Rei Nikola de Montenegro com a Ordem de Danilo por esta tecnologia.

Ao todo, ele registrou mais de 700 patentes mundiais. Sua visão incluía a exploração de energia solar e do poder do mar. Ele previu comunicações interplanetárias e satélites.

Nikola Tesla também patenteou o sistema básico de rádio em 1896. Sua publicação continha todos os diagramas esquemáticos descrevendo todos os elementos básicos do transmissor de rádio que mais tarde foi usado por Marconi que, em dezembro de 1901, estabeleceu a comunicação sem fios entre o Reino Unido e a New Foundland, no Canadá, o que lhe valeu o prêmio Nobel em 1909.   Contudo, parte do trabalho de Marconi não era original.



O mais importante trabalho de Tesla ao final do século dezenove foi um sistema original de transmissão de energia através de antena. Em 1900, Tesla obteve suas duas patentes fundamentais sobre transmissão de energia sem fio, que envolviam o uso de quatro circuitos sintonizados. Em 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu a Nikola Tesla plenos direitos sobre a patente de invenção do rádio, substituindo e anulando qualquer reclamação anterior de Marconi e outros, em relação à "patente fundamental do rádio". 

É interessante notar que Tesla, em 1898, descreveu não somente a transmissão da voz humana, mas também de imagens, e posteriormente projetou e patenteou dispositivos que envolviam as fontes de energia que fazem funcionar os tubos de TV atuais. As primeiras e primitivas instalações de radar, em 1934, foram construídas seguindo os princípios, principalmente os relativos a freqüência e potência, já descritos por ele em 1917.

Em 1889 Tesla construiu uma estação experimental em Colorado Springs, onde ele estudou as características da alta freqüência, ou de frequências de rádio em corrente alternada. Lá ele desenvolveu um potente rádio transmissor em um projeto singular, e também um número de receptores "para individualizar e isolar a energia transmitida". 

Ele realizou experiências para estabelecer as leis da propagação das ondas de rádio, as quais estão atualmente sendo "redescobertas", e mesmo verificadas, após alguma controvérsia, nas altas energias da física quântica.



Tesla escreveu em "Century Magazine" de 1900: "...que a comunicação sem fio para qualquer ponto do globo era possível. Minhas experiências mostraram que o ar em sua pressão normal torna-se um condutor, e isto abre um panorama maravilhoso para a transmissão de grandes quantidades de energia elétrica para propósitos industriais a grandes distâncias sem o uso de fios... sua realização prática poderia significar que a energia estaria disponível ao uso humano em qualquer ponto do globo. Não posso conceber nenhum avanço técnico que poderia, melhor do que este, unir toda a humanidade, ou que poderia mais e mais economizar a energia humana... ". Isto foi escrito em 1900! 

Depois que terminou os testes preliminares, o trabalho começou em uma estação tamanho gigante em uma praia recuada de Long Island. Tivesse entrado em operação, ela poderia prover enormes quantidades de energia elétrica para os circuitos receptores. Depois da construção de um prédio de geração (ainda de pé) e uma torre de transmissão de cerca de 55 metros de altura (dinamitada durante a Primeira Guerra Mundial, sob o dúbio pretexto de ser uma referência potencial para a navegação de barcos alemães, os U-boats), o suporte financeiro para o projeto foi repentinamente cortado por J. P. Morgan, quando tornou-se manifesto que tal projeto de fornecimento de energia não poderia ser medido e nem cobrado.


Uma outra das invenções de Tesla, que é familiar a qualquer um que já tenha possuído um automóvel, foi patenteada em 1898 sob o nome de "ignição elétrica para motores a gasolina". Mais comumente conhecida como o sistema de ignição do automóvel, seu principal componente, a bobina de ignição, permanece praticamente sem mudanças desde o seu aparecimento, na virada do século.

Nikola Tesla foi uma das personalidades mais célebres na imprensa americana, no século passado.   De acordo com a edição especial da Life Magazine de setembro de 1997, Tesla está entre as 100 pessoas mais famosas dos últimos 1.000 anos.   Ele é um dos grandes homens que que criaram um divisor de águas na história humana.  



Em 1894, ele recebeu o doutorado honoris causa pela Universidade de Columbia e Yale e a medalha Elliot Cresson pelo Instituto Franklin.   Em 1934, a cidade de Filadélfia concedeu-lhe a medalha John Scott pelo seu sistema de energia polifásico. Ele era um membro honorário da Associação Nacional de Luz elétrica e um membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

Em seu 75 º aniversário em 1931, o inventor apareceu na capa da revista Time. Nesta ocasião, Tesla recebeu cartas de congratulações de mais de 70 pioneiros na ciência e na engenharia, incluindo Albert Einstein. Estas cartas foram montadas e apresentados à Tesla, na forma de um volumoso depoimento.

A generosidade de Tesla eventualmente deixou-o sem fundos suficientes para prosseguir realizando as suas invenções. O seu idealismo e humanismo deixavam-no desanimado com as intrigas do mundo industrial e financeiro. Seu laboratório de Nova Iorque foi destruído por um incêndio misterioso. Referências ao seu trabalho e às suas realizações foram sistematicamente expurgadas da literatura científica e dos livros de texto. 

Levado a um exílio fechado em um hotel de Nova Iorque entre as duas guerras, 20 anos de uma potencialmente rica e produtiva contribuição foram tiradas de nós. As únicas ocasiões em que aparecia em público eram nas entrevistas anuais à imprensa na data de seu aniversário, que ele descreveria invenções espantosas e de grande alcance, e sobre as possibilidades da tecnologia.




Nikola Tesla morreu em um hotel de Nova Iorque aos 86 anos de idade, no dia 7 de janeiro de 1943. Ele estava endividado e teve materiais confiscados pelo FBI. Atualmente, seus pertences e legados estão expostos no Museu Nikola Tesla (foto), em Belgrado (Sérvia).


Tesla faleceu em 07 de janeiro de 1943 no Hotel New Yorker (Sala 3327 no 33 º piso), onde viveu durante os últimos dez anos de sua vida. As indústrias que ele construiu, há muito tempo haviam virado suas costas a ele. A comunidade científica ignorava a ele e suas idéias excêntricas. Ao público em geral, ele era tanto desconhecido como objeto de ridículo, um lunático cujos devaneios eram apenas úteis para tabloides sensacionalistas.

Um funeral de Estado foi realizada na   St. John the Divine Cathedral em Nova York. Telegramas de condolências foram recebidos de muitos notáveis, incluindo a primeira-dama Eleanor Roosevelt e vice-presidente Wallace.  Ele foi cremado em Ardsley on the Hudson, em Nova York. Suas cinzas foram colocadas em uma esfera de ouro, a forma preferida de Tesla, em exposição permanente no Museu Tesla em Belgrado, juntamente com sua máscara mortuária.

O futurólogo e pacifista

Mas Tesla foi muito mais do que simplesmente um excêntrico ou o estereótipo do cientista maluco. Ele foi, acima de tudo, um visionário ou como dizemos atualmente um “futurólogo”, mas diferentemente dos que hoje circulam por programas de TV e revistas, Tesla, além de saber do que estava falando, efetivamente criava o futuro através de suas invenções.

Isto fica patente em sua descrição de um sistema de comunicação global:

“"Reprodução mundial de imagens fotográficas e de todo tipo de desenhos e gravações [...] transmissão mundial de caracteres, cartas, cheques etc. [...] estabelecimento de um sistema mundial de distribuição de música...”"

Seria a descrição acima uma visão da Internet, transformada em realidade somente mais de 50 anos depois? Ao ler estes trechos chega a soar estranho, parece até um engodo, mas não é. Tesla também antevê a era da robótica e dos drones utilizados para operações militares.

Aliás sobre guerra e paz Nikola Tesla tem opiniões muito interessantes que valem a pena citar:

“"A guerra não pode ser evitada até que a causa física de sua ocorrência seja suprimida, e esta, em última análise, é a vasta extensão do planeta em que vivemos. Só com o aniquilamento da distância sob todos os aspectos, como a transmissão de informações, o transporte de passageiros e suprimentos e a transmissão de energia, as condições serão um dia atingidas, garantindo a permanência de relações amigáveis. Aquilo de que mais precisamos hoje é um contato mais próximo e um maior entendimento entre os indivíduos e as comunidades no mundo inteiro [...]” "



“"A paz só pode vir como consequência natural da educação universal e da mistura de raças, e ainda estamos longe desta feliz realização [...]”" 


Numa entrevista conduzida em 1919, Tesla forneceu algumas informações valiosas com relação ao desenvolvimento do seu processo de pensamento criativo.


"Na minha juventude, eu sofria de uma aflição peculiar devido ao aparecimento de imagens, muitas vezes acompanhadas por fortes clarões de luz, que arruinavam a visão dos objetos reais e interferiam no meu pensamento e ação. Essas imagens retratavam coisas e cenas que eu já tinha visto, nunca daquelas que eu imaginava. Quando uma palavra era falada para mim, a imagem do objeto que ela indicava se apresentava vivamente na minha visão e algumas vezes eu ficava quase incapaz de distinguir se o que eu via era tangível ou não... [Algumas vezes] na tranquilidade da noite, uma imagem cheia de vida de uma cena se enfiava na frente dos meus olhos e lá permanecia apesar de todos os meus esforços para afugentá-la. Algumas vezes ela permanecia estável no espaço apesar de poder enfiar a minha mão através dela."



Numa descrição notável do seu próprio processo cognitivo subjetivo, Tesla descreve em detalhes precisos as qualidades da sua imaginação interna durante o processo de invenção:


"Quando eu fecho os olhos, eu primeiro observo invariavelmente, um fundo de um azul muito escuro e uniforme, como o céu numa noite clara sem estrelas. Em poucos segundos, esse campo se torna animado com inumeráveis flocos verdes cintilantes, arranjados em diversas camadas e avançando na minha direção. Então, na direita, aparece um bonito padrão de dois sistemas de linhas paralelas e rigorosamente espaçadas, um em ângulo reto com o outro, com todos os tipos de cores com predominância do amarelo, verde e dourado. Imediatamente, por essa razão, as linhas ficam mais brilhantes e todo o conjunto fica salpicado com muita luz brilhante. Essa imagem se move devagar através do campo de visão e em cerca de dez segundos desaparece na esquerda, deixando para trás um terreno de um cinza muito desagradável e inerte o qual rapidamente dá lugar a um encrespado mar de nuvens, aparentemente tentando moldá-las em figuras vivas. É curioso porque eu não posso projetar uma forma nesse cinza até que a segunda fase seja atingida."

Por hora, o verdadeiro legado de Tesla está sendo lentamente reconhecido. A corte suprema declarou pouco após sua morte que Tesla era o verdadeiro inventor do rádio, não Guglielmo Marconi. Tesla foi reconhecido como o inventor da lâmpada fluorescente, o tubo amplificador a vácuo e a máquina de raios X. Livros de história estão lentamente começando a incluir estes fatos.




Para conhecer mais acerca deste grande gênio da humanidade veja o Documentário Tesla: O mestre dos raios:
Video : Canal Ciência e Ficção

Parte 1



Parte 2



Parte 3


Parte 4



As Estátuas Sagradas de Borobudur



A Estupa de Borobudur foi possivelmente construída há 1300 anos, quando o Budismo Mahayana-Vajrayana florescia na ilha de Java. O nome é derivado da expressão em sânscrito "vihara buddha ur", que pode ser traduzida como "templo budista na montanha".

E Borobudur é exatamente isso: um grande monumento talhado em dois milhões de blocos de pedra para conservar o conhecimento de como o homem pode alcançar a libertação, segundo as crenças cósmicas budistas. 




Borobudur é o maior monumento budista do mundo. Situa-se na parte central da ilha de Java, aproximadamente a 40 km ao noroeste da cidade de Yogyakarta, um dos centros de cultura javanesa tradicional. 

Atualmente é a atração turística mais popular da Indonésia. Acredita-se que foi construído no século VIII, originalmente como um templo hindu. Posteriormente sua construção foi continuada como uma estupa budista. Com o advento do islamismo à ilha de Java, foi abandonado e envolvido, com o passar dos anos, pela selva até a sua redescoberta em 1814 por colonos ingleses. A Unesco promoveu um programa para sua reconstrução e recuperação que findou em 1983.

A história desse monumento ainda não está totalmente esclarecida. Os cientistas que estudam a antiguidade da Indonésia frequentemente se deparam com gravuras em pedras de difícil solução. Contudo, não se conservou nenhuma inscrição sobre a construção do Borobudur, que esclarecesse sua causa e o tempo em que foi construído. Por isso não é possível saber precisamente o ano de início de sua construção e nem o de término.


Borobudur é única no mundo, não apenas por suas dimensões e seu esplendor, mas também por seu significado histórico, um testemunho inigualável da prática do Budismo Mahayana e Vajrayana sua localização, cuidadosamente escolhida perto de Yoga Karta (o lugar do iogues) não é de fácil acesso; a estupa se encontra circundada de água e campos de arroz. Diz-se que Borobudur foi construída em uma flor de lótus sobre as águas, como o Monte Merú, a torre de jóias no centro do mundo de diamante (o Mandala-Vajra).

Do ponto de vista histórico, considera-se que Borobudur tenha sido construída na época do reinado do Rei Sailendra, "O Senhor das Montanhas", também conhecido como Radjra Indra, para pacificar os quatro poderosos vulcões da região. A própria estupa foi construída com pedras vulcânicas e, diz-se, pacificou de fato as erupções. Os habitantes da região consideraram isso um milagre e passaram a acreditar mais profundamente nas bênçãos de Buddha. Ainda hoje podemos ver o vulcão ativo do Monte Marapi a nordeste da estupa, e o inativo Monte Sumbing a noroeste.



No século VIII, o Rei Sailendra convidou o Pandita indiano Guna Dharma Thera para vir a Indonésia, para fazer o projeto desse imenso monumento. A construção da estupa demorou três gerações para ser completada. O filho do rei, Samanatung, continuou seu trabalho e, mais tarde, sua neta, Pramo Darwa Vardanje, terminou a construção. Acredita-se que Guna Dharma tenha supervisionado o trabalho até o fim, quando então se deitou para descansar ao Sul da estupa, onde se encontra até hoje zelando por sua gloriosa criação.


Nessa ocasião, Dipamkara Atisha, o grande mestre indiano responsável pelo reaparecimento do Budismo no Tibete, foi à Indonésia para receber ensinamentos especiais sobre a Bodhichitta, a mente compassiva, com o grande mestre indonésio Lama Serlingpa, levando-os depois para a Índia e para o Tibete e, mais tarde, chegaram ao Ocidente. É por essa razão que os ensinamentos do Budismo Tibetano se adaptam perfeitamente à Mandala de Borobudur.

Pouco depois que a construção foi terminada, porém, a Indonésia foi invadida por Muçulmanos e outras culturas. Borobudur foi completamente coberta de terra; em seu lugar, via-se apenas uma colina. Assim permaneceu por muito tempo, até que, em 1814, sua estrutura foi redescoberta por arqueólogos holandeses e ingleses. Mais de cem anos depois, em 1983, com a ajuda da ONU, a estupa foi reconstruída e aberta à visitação. Por mais de mil anos, ela ficou completamente escondida de nosso mundo.



A intenção original com a qual ela foi construída e, séculos mais tarde, o interesse e o esforço de muitas nações unidas para reconstruir essa "Montanha dos Buddhas" mostram claramente que Borobudur tem a função de trazer paz para este mundo: é a Estupa da Paz Mundial.

Hoje, para as pessoas do mundo moderno, Borobudur é uma belíssima prova do Caminho Tântrico revelado pelos ensinamentos de Buddha Shakyamuni. Além disso, ela nos dá uma oportunidade para entendermos e acreditarmos na infinita bondade de Buddha, que nos revelou métodos tão profundos durante estes tempos degenerados de Kaliyuga ("Idade do Demônio Kali" ou "Idade do Vício") é um período que aparece nas escrituras hindus. É a última das quatro etapas que o mundo atravessa; sendo as demais: Satya Yuga, Treta Yuga e Dwapara Yuga)

Atualmente, muitos grandes Lamas, Mahasiddhas, Mestres, iogues, Tulkus e Bodhisattvas estão dando a grande Iniciação de Kalachakra e fazendo muitos mandalas de areia por todo o mundo. Dessa forma, muitas pessoas podem testemunhar a riqueza do Tantrayana (o Caminho Tântrico).


Segundo os relatos da tradição, o Tantra Raiz de Kalachakra, "O Buddha Primordial", um texto com 12 mil versos, foi levado para Shambala pelo rei Suchandra. Apenas uma pequena parte desse texto, contendo os "Tratados sobre as Iniciações", foi devolvido ao mundo dos humanos. 

A lenda diz ainda que, no futuro, quando as condições adequadas se manifestarem, o Tantra Raiz de Kalachakra será revelado abertamente no mundo humano. Atisha mencionou ter lido esse Tantra Raiz em Java, para onde viajou no início do século XI para receber ensinamentos mahayana do Guru Serlingpa.

Acredita-se que o Tantra de Kalachakra tenha permanecido na Indonésia desde a época do Senhor Buddha até o século XI, quando então foi levado para a Índia para se contrapor à energia destrutiva dos invasores estrangeiros que desejavam destruir os ensinamentos de Buddha.

Diz-se que o Tantra Raiz foi escondido na stupa de Borobudur. Essa stupa, portanto, tem uma importância impar para quem deseja se conectar com o Rigden e o Reino de Shambala, pois ela contém, secretamente, o verdadeiro Mandala de Kalachakra e o texto-raiz.


Os compostos do Templo de Borobudur são um dos maiores monumentos budistas do mundo, e acredita-se que foi construído, durante o reinado da dinastia Sailendra. O monumento está localizado no Vale do Kedu, na parte sul de Java Central, no centro da ilha de Java, na Indonésia.


O Borobudur é uma representação do caminho da iluminação em forma de mandala. É formado por quatro terraços escalonados, sobre os quais se encontram três plataformas circulares coroadas por sua vez por uma estupa. Os muros dos terraços são ornamentados com relevos e figuras de diversos Budas; os terraços circulares são dotados de mais 72 estupas. 

"Estupa" significa "o topo" e é como se chama um monumento de pedra, de forma semi-esférica, construído como santuário ou relicário budista. 

A base quadrada tem 118 metros de lado e representa o mundo terreno. A subida rumo à estupa é um símbolo do caminho para a iluminação "Os terraços circulares permitem ver em forma de símbolos o mundo não-formal ("arupaloka") e o vazio ("shunyata")".


O templo principal é uma estupa construída em três níveis ao redor de uma colina que era um centro natural: uma base piramidal, com cinco terraços quadrados concêntricos, o tronco de um cone com três plataformas circulares e, no topo, uma estupa monumental. As paredes e balaustradas são decoradas com finos baixos relevos, cobrindo uma área total de 2.520 m2 . Ao redor das plataformas circulares encontra-se 72 estupas, cada um contendo uma estátua de Buda.


A divisão vertical do Templo de Borobudur em base, estrutura-se de acordo com a concepção da cosmologia universal Budista. Acredita-se que o universo está dividido em três esferas, sobrepondo kamadhatu, rupadhatu, e arupadhatu , representando respectivamente a esfera dos desejos , onde estamos ligados aos nossos desejos, a esfera das formas em que abandonam os nossos desejos, e a esfera da falta de forma que não há mais qualquer nome ou forma. 

O monumento é tanto uma homenagem a Buda quanto um local de peregrinagem. A jornada do peregrino inicia-se na base do monumento e segue em sentido horário e ascendente, passando por três níveis simbólicos para o budismo:  Kamadhatu (o desejo), Rupadhatu (a forma) e Arupadhatu (o espirito). Uma vez no topo, o visitante se embeveci com a vista dos vulcões que cercam Borobudur.


Os  templo Borobudur são compostos de três monumentos: o Templo de Borobudur e dois templos menores situados para o leste em um eixo direto para Borobudur. Os dois templos são "Mendut Temple", cuja imagem de Buda é representada por um monólito formidável acompanhado por dois Bodhisattvas, e "Pawon Temple", um pequeno templo cujo espaço interior não revela qual divindade poderia ter sido objeto de adoração. 

Essas três monumentos representam fases na realização do Nirvana. O templo foi usado como um templo budista de sua construção até algum momento entre os séculos 10 e 15, quando foi abandonado. 


Lama Gangchen

Foi em Borobudur que Lama Gangchen inspirou-se para criar a Prática de Autocura Tântrica NgalSo, tornando, assim, estes ensinamentos milenares acessíveis a todos do século 21.

Esta prática foi feita pela primeira vez em 1993 na frente da Estupa de Borobudur e desde então vem sendo realizada por inúmeras pessoas. Todos os anos, Lama Gangchen visita Borobudur com seus amigos e praticantes. No ano novo de 2000, juntos, acenderam 100.000 velas dedicadas à paz mundial

RECOMENDAMOS: LIVRO CORAGEM PARA EVOLUIR

CORAGEM PARA EVOLUIR - Luciano Vicenzi


Livro: Coragem Para Evoluir
Autor:Luciano Vicenzi
Editora:EDITARES 

Nosso presente-futuro será construído a partir dos nosso próprios esforços. Entretanto, a falta de coragem para assumir as rédeas da evolução faz a maioria preferir sonhar com um acontecimento favorável do destino para mudar sua vida.

A estagnação evolutiva de uma consciência começa quando suas posturas e comportamentos se tornam excessivamente rígidos para enfrentar os desafios da mudança.


A coragem de desafiar paradigmas em busca de soluções mais abrangentes, quando assentada no raciocínio aberto e lógico, é a essência do espírito cientifico. Sem inteligência e coragem não há desrepressão.

Este livro, voltado tanto para o público leigo quanto para os pesquisadores, trata da coragem evolutiva. O autor faz uma análise dos fatores humanos e extrafísicos que influenciam na tomada de decisões pessoais.



Com uma abordagem acessível, mostra que as rédeas de nosso destino estão em nossas mãos, com coragem e consciência, alcançaremos um novo patamar evolutivo.


Você acredita em espíritos? O autor propõe que você deixe de acreditar e passe a experimentar por si mesmo a realidade espiritual. Não se limite a crer na existência do mundo espiritual. Experimente a espiritualidade diretamente sem intermediários mediúnicos.

Você é espírita kardecista ou espiritualista e mesmo assim tem medo de desenvolver suas habilidades espirituais adormecidas? O livro Coragem para evoluir fala sobre a questão dos medos infundados e das repressões religiosas que tendem a bloquear o individuo espiritualmente.


Diferente de outras obras o autor desse livro grátis não endossa nenhum misticismo. Seja você quem for poderá tirar algum proveito desta leitura espiritualista. Importante para quem quer aprofundar o próprio auto-conhecimento e desenvolver a coragem necessária para ampliar a própria vivência espiritual.

Evoluir exige constantes decisões e posicionamentos pessoais e optar por alguma coisa muitas vezes significa a renúncia de outra. 


Luciano Vicenzi mostra que a vontade para sustentar essas decisões evolutivas é a coragem consciencial.
No texto claro e coerente, com excelente embasamento teórico e enfoque prático, o autor apresenta os conceitos básicos para qualquer pessoa interessada em catalisar a própria evolução pessoal através da coragem consciencial.

A partir da abrangência do paradigma consciencial são apresentadas valiosas informações para a identificação dos fatores intervenientes na manifestação pessoal, tanto aqueles relativos ao ambiente físico, quanto aqueles relacionados às bioenergias e às consciências extrafísicas.

Para auxiliar aos interessados na autossuperacão e na conquista da coragem evolutiva, analisa minuciosamente diferentes atitudes estagnadoras da autoevolução, por exemplo, a falta de senso crítico, a passividade, a busca de ganhos secundários e o descomprometimento evolutivo.

O autor nos mostra que a coragem para evoluir é a coragem consciencial, exercida pela pessoa que já dominada razoavelmente as próprias emoções, pauta as atitudes pessoais na lógica e no discernimento do melhor para todos.
“A evolução consciente corajosa é um convite irrecusável para promover viradas de rumo, correções de rota e ajustes evolutivos…”



"Pesquisar e escrever sobre a consciência, a alma, o espírito ou a essência de cada um de nós —, em movimento de evolução, mostra-se um aprendizado incomparável. É, antes de tudo, uma imersão na própria intimidade, uma viagem dentro do microuniverso individual em busca de pistas para me-lhor identificar o rumo de nossas manifestações. Este livro é resultado de uma autopesquisa que me permitiu compreender melhor as dificuldades encontradas no meu desenvolvi-mento pessoal, e me colocar de modo mais incisivo na trilha provável da tarefa que vim executar nesta existência humana, minha  programação existencial". Vicenzi



Entrevista com Luciano Vicenzi - autor do livro "Coragem para Evoluir"

O que motivou sua pesquisa a respeito da coragem ?

Quando comecei a perceber grande influência do meio em que vivemos exercida sobre minhas escolhas e as escolhas das pessoas. Há uma imagem que se cria de acordo com os moldes sociais que não corresponde à realidade da consciência. Com isso, o fator coragem torna-se fundamental para a reconquista da nossa liberdade de manifestação rumo a realização da programação existencial.

Quais as pessoas podem ser beneficiar deste estudo ?

todas as pessoas que percebem a pressão e a influência do meio sobre suas escolhas e que estão buscando canalizar suas energias para objetivos mais produtivos quanto à sua evolutividade. É preciso coragem para admitir-se livre e mais importante ainda é aplicar o discernimento nessa coragem, para obter resultados evolutivos mais satisfatórios.



O que pode ser feito para a superação do quadro da falta da coragem ?

A autopesquisa é essencial para descobrir quais os tipos de perdas lhe causam mais medo e trabalhar num processo de reeducação pessoal. O problema maior do medo é quando ele se torna grande o suficiente para comprometer nossas ações pró-evolutivas. Nesse ponto caracteriza-se a covardia. Por isso, conhecer-se e conhecer os fatores que interferem na sua segurança pessoal é importante. Somente quando identificamos esses fatores adquirimos lucidez suficiente para discernir sobre o que é melhor para o nosso autodesenvolvimento.

Como é possível caracterizar a evolução da pessoa que tem a coragem sadia daquela que sofre de falta de coragem ?


Quando prepondera na pessoa o uso da coragem sadia, apresenta-se um ritmo de renovação pessoal mais dinâmico e coerente ao longo do tempo. Não se passa tanto por altos e baixos pois a pessoa sente-se motivada com suas conquistas. As crises de crescimento são mais positivas, pois desdramatizam-se os problemas e coloca-se o foco de ação prioritariamente nas soluções. Assim, desenvolve-se a criatividade e a conexão com os amparadores extrafísicos interessados na questão.
Quando a coragem não é sadia apresentam-se dois extremos : no primeiro, a pessoa apresenta ações intempestivas e de baixa qualidade evolutiva. É a coragem burra, mal direcionada e que não raro cria interprisões para consciência. No segundo ponto extremo, a pessoa sofre com suas realizações inexpressivas, comprometendo a autoconfiança e ficando sujeita aos direcionamento dos outros. Nessa vida, se não pensarmos, alguém faz isso por nós. Não raro, transita-se de um extremo ao outro, vivendo constantes altos e baixos na motivação pessoal.

Como diferenciar a coragem daquelas pessoas que procuram esportes radicais ou atividade de busca de adrenalina, daquelas que buscam sair do "ponto morto" em atividades sadias ?

Nos esportes radicais, a pessoa comporta-se como um suicida em potencial e tem que arcar com as consequências de seus atos. Estes esportistas tentam preencher seu vazio existencial apenas com adrenalina, sem maior lucidez quanto a evolução pessoal. Já a pessoa que tem a ousadia e a coragem sadia, é utilizado o autodiscernimento para priorizar o aprendizado, o amadurecimento pessoal e grupal e as ações construtivas. essas ações apresentam repercussões positivas, tornando a pessoa mais segura e serne quanto aos seus desafios.





O Senhor vê alguma relação entre o uso da coragem e a qualidade das prioridades escolhidas ?

A relação é direta. Os maiores desafios são aqueles em que a pessoa passa pelo processo de auto-enfrentamento em busca da superação dos próprios limites, sob a ótica da reciclagem intraconsciencial. A coragem mentalsomática (inteligente) é a conciliação da coragem com o discernimento , a base das escolhas lúcidas e do maior aproveitamento da vida humana.

Qual a técnica ou procedimento que a pessoa pode aplicar ou ter em mente sempre para superar a dificuldade de enfrentar os desafios necessários ?

A técnica é a pessoa identificar quais seus valores principais , o que ela terá de abrir mão com sua decisão. Toda decisão implica numa ruptura com um estado de coisas e uma conciliação com uma nova condição. Ela deve procurar ter clareza sobre as variáveis em jogo e correlacionar com os seus objetivos existenciais.







Luciano Vicenzi nasceu em Recife (PE). Mestre em Estratégia e Análise Organizacional pela UFPR, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV, empresário. Pesquisador da Consciencia desde 1990, voluntário do IIPC desde 1993 e professor-conferencista desde 1994, reside hoje em Foz do Iguaçu/PR.






(entrevista realizada pela equipe IIPC/ Editares - na época do lançamento da 1a Edição)



video - Consciência Lúcida

FILME - E A VIDA CONTINUA




Filme: E AVida Continua
Direção: Paulo Figueiredo
Elenco:Lima Duarte, Amanda Acosta, Luiz Baccelli 
Gênero: Drama
Tempo: 100 min


Sinopse 
Ernesto (Luiz Bacelli) tem 50 anos e carrega consigo uma tragédia do passado, a qual esconde através de um sorriso bem humorado. Ele conhece Evelina (Amanda Acosta), de 25 anos, ao ajudá-la na estrada, após o carro dela enguiçar. Ambos estão indo ao mesmo hotel e, aos poucos, constroem uma amizade sólida baseada também nas dificuldades enfrentadas ao longo da vida, já que Evelina está machucada emocionalmente devido à infidelidade do marido.




Quando o carro da bela e jovem Evelina (Amanda Acosta) quebra na estrada, ela não faz ideia de como seus caminhos serão profundamente alterados para sempre. Socorrida pelo gentil Ernesto (Luiz Baccelli), Evelina logo fica sabendo que tanto ele como ela estão indo exatamente para o mesmo hotel.


Levado por uma dessas tantas "coincidências" da vida, um Ernesto conhece, em circunstâncias dramáticas, uma jovem de vinte e cinco. Fugitivo de si mesmo, sobrevivente de uma tragédia pessoal que o tempo ensinou a esconder num bem-humorado sorriso, no mesmo instante se encanta por essa moça, que além da frustrada paixão pelo marido infiel nenhuma razão mais possui para  continuar vivendo.

E a Vida Continua… fala de algo que os outros filmes não destacaram: não existe acaso; tudo o que acontece tem a sua razão de ser. 
Mais tarde, os dois se encontram no mesmo hotel e vão passar por cirurgias complicadas. Ernesto já se mostra um buscador da verdade e acredita que não existem coincidências. Já Evelina prefere não pensar muito nessas coisas e diz seguir direitinho os dogmas da Igreja Católica. 



Como náufragos à deriva, Ernesto e Evelina juntam forças e esperanças. Mas não só amores e desamores passados os tornam semelhantes. A questão da saúde comprometida pela mesma enfermidade grave, outra "coincidência", lança expectativas sombrias no futuro dos dois. Como investir numa tão promissora amizade que pode acabar sem glória e sem despedida no centro cirúrgico de um hospital? Instala-se a dúvida. E nos poucos dias que os separam de seus destinos curiosamente parecidos, o homem e a mulher que o "acaso" trouxe para um encontro preparam suas almas apostando na Vida mas com um olho na Morte.

No último minuto de proximidade na estância de repouso preparatório para as cirurgias, dizer o quê? Adeus? Até breve? 

Na falta de resposta o silêncio foi melhor. Um sorriso e uma mão acenando disseram mais.

Como no Teatro, fechava-se a cortina ao final do Primeiro Ato. O Segundo seria num outro palco, numa nova dimensão, para uma outra platéia. Entenderiam os protagonistas, agora, que a Vida é uma peça de muitos Atos, porém sem fim.



Será ali, do outro lado da vida, que Evelina e Ernesto enfrentarão enormes dificuldades e desafios, onde não faltarão surpresas e surpreendentes revelações?


O filme possui várias semelhanças com Nosso Lar, nesse sentido, ao mostrar tanto o lugar onde as pessoas que desencarnaram vão, caso de Evelina e Ernesto, como também um pouco do lado mais sombrio do pós-morte. Há também momentos bem didáticos, especialmente quando entra em cena o personagem de Lima Duarte, que é uma espécie de mestre guia dos espíritos. 
E a Vida Continua… funciona, portanto, como uma aula do Espiritismo Kardecista. Ainda não responde a todas as perguntas, mas elas são muitas para um filme de menos de 100 minutos. E como os médicos e enfermeiros fazem questão de deixar claro: cada resposta no seu devido momento.

A transposição deste romance para a tela põe em destaque o que a obra original tem de mais expressivo em seu conteúdo. Converte a essência de cada trecho literário em cenas vivas, instigantes, de interesse humano inquestionável.


O filme é baseado no best-seller espírita “E a Vida Continua”, escrito em 1968 pelo espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Trata-se do 13º e último livro da série “A Vida no Mundo Espiritual”.

*Filme sugerido por Ana Valentina Salazar. Nós do Muito Além agradecemos a colaboração e partilha.




 Ricardo Figueira de Oliveira - Links para ver Filmes Online - "LUZ PARA TODOS"
http://goo.gl/vCD8BC